Igreja Batista em Campo Grande

Estrada de Belém, 1838
Recife PE  52221170

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Igreja Batista em Campo Grande

IGREJA BATISTA EM CAMPO GRANDE – HISTÓRICO
Em 25 de novembro de 2010, a Igreja Batista em Campo Grande – IBCG, completou 80 anos de existência, Jubileu de Carvalho. Tivemos uma Comissão Especial comandada com muito esmero pela irmã Renata Dias que, junto com os demais pares da Comissão, fez um excelente trabalho para Deus e aos quais agradecemos. Foram meses de árduo trabalho e preocupações, porém com muita fé que Deus estava e sempre continuará no controle de todas as coisas, e com muita determinação, todos os preparativos para as comemorações dos 80 anos foram realizados. Em tempo recorde, os historiadores Paulo Julião e seu auxiliar José Fábio conseguiram resgatar muito da história de nossa igreja e, de maneira especial, o Seminarista Alexandre Duarte nos presenteou com uma bela diagramação e composição gráfica aos quais também agradecemos. Agora, temos a grata satisfação e o privilégio de fazer a apresentação deste extraordinário documentário da Igreja Batista em Campo Grande –Recife, PE – Brasil, organizada através da iniciativa de 29 irmãos, em 25 de novembro de 1930.
Hoje, contamos com mais de 400 membros, inúmeros congregados e vários ministérios que estão prestando um bom serviço ao Senhor Jesus. Que Deus seja engrandecido por tudo o que nossa igreja já fez e ainda fará daqui para frente. No Cristo Vivo, Francisco Dias da Silva Filho Pastor Presidente.

“E sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” (Mateus 16.18b)
80 anos de vitórias da Igreja Batista em Campo Grande
Contexto histórico
25 de novembro de 1930. Nessa data Deus resolveu começar mais uma excelente obra na terra. Mas, antes de relatarmos essa História divina que nos propomos a descrever, iremos mostrar um pouco do momento histórico em que esse trabalho teve início.
Em outubro de 1930, após anos vivendo em um país governado por oligarquias paulistas e mineiras, Getúlio Vargas assume a presidência do Brasil através de uma estratégia política, com apoio de alguns Estados que estavam cansados de se submeterem a agricultores e pecuaristas de São Paulo e Minas Gerais. Nesse período, um pouco antes da chegada de Vargas à Presidência, eram inúmeras as perseguições contra os evangélicos no Estado de Pernambuco.
Desde 1891, quando entrou em vigor a primeira Constituição Republicana, a Igreja Católica deixou de ser uma instituição ligada ao Estado, o que provocou um enfraquecimento político, religioso e educacional na Igreja Romana no Brasil. Isso levou a referida instituição a adotar práticas para conter o crescente número de fiéis que abandonavam efetivamente a religião romanista. Algumas dessas foram as intensas perseguições contra evangélicos no Estado de Pernambuco. Templos eram depredados, pregadores eram vigiados, inclusive pela polícia; em algumas empresas os funcionários eram demitidos ou quando iam à procura de emprego e se identificassem como um crente em Jesus Cristo não alcançavam a vaga almejada. O então Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife se mostrava um líder conservador que perseguia abertamente, muitas vezes com o apoio do Estado, todos os credos e filosofias contrários aos princípios católicos.
Mas, ao longo da História, percebemos que Deus decide fazer a sua obra em momentos que achamos difíceis ou até impossíveis aos olhos humanos. Esse foi o contexto que o Espírito Santo resolveu desafiar o coração de algumas pessoas para iniciar uma obra tão bela que com muitas lutas, mas também com inúmeras vitórias, completa 80 anos no dia 25 de novembro de 2010.
Tem início o sonho
A Igreja Batista em Campo Grande foi organizada em 25 de novembro de 1930 na Rua São Caetano nº 27 no bairro de Campo Grande por 18mulheres e 11 homens sob a direção do Senhor Jesus Cristo. Hoje, todos os membros organizadores já estão na glória do Pai, mas vale relembrar alguns dos nomes que conseguimos identificar em documentos encontrados: Diácono Francisco Gregório (posteriormente foi ordenado e se tornou o primeiro pastor da Igreja), Quitéria Ferreira, Eugênia Ferreira, Artur Carneiro Ferreira, Antônia Ferreira, Elmo Ferreira, Vicente Serrano, Líbia Serrano, João Marques da Silva, Maria Marques, Ester Marques, Creuza Marques, Ezequiel Marques, Maria Marques Filha, Maria Queiroz, Maria Góia, Olice Góia, Napoleão Pereira, Joaquim Taurino Rocha e José Ferreira.
As 27 pessoas que iniciaram o trabalho e decidiram ouvir o chamado divino de saírem da Igreja Batista do Espinheiro, passaram a trabalhar no sentido de levar a palavra de Deus para um bairro que possuía inúmeros terreiros das mais diversas manifestações de religiosidades. É claro que não foi uma obra simples de ser desenvolvida. Além das perseguições sofridas por parte do Estado, da Igreja Católica e de empresários locais, trabalhos satânicos eram feitos na tentativa de frear o sonho que Deus tinha plantado aqui em nosso bairro.
Percebendo que não era algo simples, nossos primeiros irmãos resolveram arregaçar as mangas no sentido de não esmorecerem e tocar de fato a obra de Deus. Através de muita oração e de muita ação o Espírito Santo foi resgatando do reino das trevas mais e mais pessoas que aos poucos iam somando aos vinte e nove membros iniciais. Isso encorajava os primeiros missionários, pois a cada dia reconheciam que o trabalho no Senhor não é vão. Crescendo o número de fiéis, a casa na Rua São Caetano foi ficando pequena e, mesmo em uma comunidade que não possuía muitos recursos, Deus novamente os desafiou, dessa vez a procurar um local mais amplo para receber as novas ovelhas que iam se juntando ao rebanho campograndense.
Já naquela época, nossos irmãos sabiam que os recursos para fazer a obra divina já existiam, só precisaríamos perguntar ao Senhor Jesus, onde e como iríamos obter. Confiando nessa promessa, foi comprada uma casa na Rua Pretextato Maciel nº 67, no bairro de Campo Grande, entusiasmando cada vez mais os irmãos a se empenharem na obra de Deus.
Nesse novo endereço o trabalho continuou sendo ampliado. Já no ano de1934, na liderança do Pastor Francisco Gregório, nossa Igreja estava entre as cinco que mais contribuíam para o periódico O Batista Pernambucano, pois o referido líder entendia que além de ser um órgão divulgador do trabalho batista, era um método de se alcançar mais pessoas para Cristo.
Com esse mesmo objetivo, no ano de 1935 foi organizada uma escola popular onde 116 crianças das adjacências aprenderam a ler, escrever, fizeram trabalhos manuais, escutaram a palavra de Deus e entoaram hinos ao Senhor, lhe rendendo graças, sob a liderança da professora Dolores Martins a quem O Batista Pernambucano de março daquele mesmo ano chamava de incansável, pois realizava o trabalho de Cristo sem medir esforços.
Vale ressaltar que as circunstâncias que aquelas crianças foram alfabetizadas e instruídas biblicamente, eram precárias. Estamos falando dos anos de 1930, onde os recursos para a educação eram escassos, o número de mestres era reduzido, as pessoas não possuíam muitas Bíblias, e o interesse pela leitura, qualquer que fosse, não era um hábito comum da população recifense.
Como nossos primeiros irmãos se mostravam preocupados com a expansão do trabalho de Cristo não só em Campo Grande, mas em todo o Estado, os pioneiros da igreja plantaram uma nova obra numa cidade do interior de Pernambuco. Desse novo projeto de Deus surge a Primeira Igreja Batista em Aliança. Inicialmente contava com 14 irmãos que pediram carta de transferência da Igreja Batista em Campo Grande, sendo inaugurada às 18 horas do dia 28 de abril do ano de 1935, pelo Pastor Francisco Gregório, sob a direção do Espírito Santo. O trabalho tem dado frutos que permanecem, colaborando com o crescimento do Reino de Deus, graças aos nossos irmãos daquela cidade que desde o início do projeto se preocuparam em cumprir o mandamento do Mestre. Mas, como dissemos anteriormente, o trabalho de Deus não é fácil. O inimigo nunca ficará satisfeito em ver a obra do Senhor dando frutos ao resgatar pessoas das trevas para o convívio com a Maravilhosa Luz. Em 1937, Getúlio Vargas dá um Golpe de Estado implantando o Estado Novo no Brasil. Para governar Pernambuco foi designado o interventor Agamenon Magalhães, católico fervoroso, antissemita, e que em seus discursos e atos se mostrava com tendência para as propostas fascistas. Com um interventor apresentando essas características, o trabalho de Deus em Campo Grande passou a ser perseguido de forma mais enfática.
Só que aquele que começou a boa obra na vida de nossa igreja não iria abandoná-la pelo fato de os oposicionistas do trabalho divino terem aumentado suas perseguições. A igreja, mesmo enfrentando diversas dificuldades, continuava com seus trabalhos de evangelismos locais, escolas populares para as crianças, financiamento de obras missionárias e atendimento a pessoas que, mesmo sem serem membros da comunidade, procuravam ajuda, pois acreditavam que esse era um local onde podiam encontrar algum amparo espiritual e também material.
Mas aprouve a Deus que no ano de 1945 Agamenon Magalhães deixasse a interventoria de Pernambuco. Esse era também o ano que tivera fim à segunda Guerra Mundial e a partir daí irmãos dos Estados Unidos da América retomaram o financiamento de missões do trabalho batista pernambucano, facilitando a expansão da obra de Deus. Talvez, por razão desse período turbulento na história de Pernambuco entre a década de 1930 e 1950 é que temos um hiato histórico dos fatos ocorridos na missão campograndense, uma vez que só sabemos que os que sucederam ao Pr. Francisco Gregório foram os pastores Manuel Euclides da Cunha e Oséias Dias. Porém, não conseguimos obter documentos que narram sobre como foi o ministério desses dois pastores, mas apenas os seus nomes.
A partir de 1955 a missão campograndense novamente teve um grande impulso. Agora já na liderança do Pastor Severino Cardoso da Silva.
O Pastor Cardoso nasceu em 20 de outubro de 1910 e ainda muito jovem encontrou-se com Jesus através da mensagem do Pastor Severino Batista.
Aos 28 anos casou-se com a jovem Dinorah Lima da Silva, no dia 11 de fevereiro de 1938, com quem teve 10 filhos. Ingressou no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil para fazer o curso de Teologia e foi examinado para o exercício do ministério pastoral em 26 de dezembro de 1941, a pedido da Igreja Batista do Feitosa, Recife– PE, onde exerceu seu primeiro ministério.
Estiveram presentes em seu Concílio pastores ilustres da história batista, tais como: José Lins de Albuquerque, Lívio Lindoso, Munguba Sobrinho, Antônio Marques Lisboa Dorta, John Mein, dentre outros.
Pastor Cardoso foi um incansável amigo de suas ovelhas e um grande pregador da Palavra de Deus. Ele gostava de realizar muitas séries de conferências evangelísticas para pregar o evangelho, tanto em Pernambuco quanto por outros Estados.
Foi em uma dessas séries de pregações fora do estado que Deus ousou como canal para levar a palavra ao menino José Almeida Guimarães que, posteriormente, viria a se tornar Pastor, Secretário Executivo do campo Pernambucano e Pastor das Igrejas Batista da Concórdia e Capunga, onde até hoje é Pastor Emérito daquela Igreja.
Em seu pastorado à frente da Igreja Batista em Campo Grande, o Pastor Cardoso promoveu vários trabalhos de alfabetização na comunidade, através das escolas populares, que se mostrava como um excelente método para a capacitação de crianças, jovens e adultos, bem como um meio de levar a palavra de Cristo às pessoas.
A preocupação não só com a saúde espiritual mas também com o material fez com que a nossa igreja passasse a fazer doações para o Hospital Evangélico, como continua fazendo em nossos dias. Essa era também uma forma que o Pastor Severino Cardoso entendia que poderia contribuir com o crescimento do trabalho de Cristo. Outro exemplo para ilustrar como nossa igreja já possuía uma visão expansionista nesse período, foi a organização da Igreja Batista na Vila do IPSEP Às 19h30min .do dia 8 de Dezembro de 1959, aquela que por muitos anos tinha sido uma extensão nossa naquele bairro, se tornou uma comunidade cristã independente produzindo muitos frutos e colaborando com o trabalho divino para honra e glória do Senhor Jesus.
Grande era o avivamento do Espírito Santo naqueles dias. Não estamos tratando aqui de movimentos emocionalistas que levam muitas pessoas a buscarem igrejas que pregam prosperidade em nossos dias. Estamos falando de um movimento sólido, baseado na pregação da Palavra de Deus, no louvor de hinos que verdadeiramente exaltavam o nome do Senhor, no empenho em que muitos irmãos saíam às ruas para anunciarem o Evangelho de Cristo, e nos diversos métodos baseados unicamente na nossa regra de fé e prática – a Bíblia Sagrada – que eram utilizados para o engrandecimento do Reino de Deus naquele período.
Esse avivamento levou ao aumento do número de membros em nossa igreja e o prédio da Rua Pretextato Maciel nº 67, que por tantos anos serviu a essa célula do Reino Celeste aqui na Terra, foi ficando pequeno para o crescente do trabalho de Cristo naquele local. Restava então ao Pastor Severino Cardoso orar a Deus para que lhe mostrasse e confirmasse no coração da igreja as providências a serem tomadas. E não de- morou muito. Quando uma comunidade de fé se propõe a ficar na dependência do Espírito Santo a vitória é certa.
Em 10 de abril de 1962, numa sessão regular administrativa, Deus teria confirmado a sua vontade de a igreja adquirir o terreno pertencente ao Sr. João Lira, localizado na Estrada de Belém 1838 no bairro de Campo Grande – Recife (nosso endereço atual). O então pastor teria dado um sinal no valor de C$ 160.000,00, pagando no mês seguinte a quantia de C$ 640.000,00, quitando toda a dívida, quando então a escritura do terreno foi passada para o nome da igreja. Era o Espírito Santo agindo. Os irmãos orando, trabalhando em conjunto com a liderança e confiando que a vitória seria sempre daqueles que entregam o caminho ao Senhor e confiam Nele, sabendo que tudo Ele fará.
Com mais uma etapa da vontade de Deus sendo iniciada na vida da nossa comunidade, cabia então aos irmãos se organizarem, principalmente em oração para Deus os direcionar nas decisões a serem tomadas com o novo terreno.
E foi o que fizeram. Tendo Cristo na liderança, nossos irmãos, em 16de novembro de 1963, designaram uma comissão de construção que tomaram as medidas cabíveis para o início das obras no novo terreno. No dia 27 de setembro de 1964 a igreja lançou a pedra fundamental do novo templo e desde então a Igreja Batista em Campo Grande está localizada no último endereço citado.
Era um local humilde. O primeiro prédio do templo ficava onde hoje é o nosso berçário, espaço apertado na visão de alguns, mas aconchegante na visão de outros que tinham uma visão divina, bem mais ampliada da- quilo que Deus pretendia fazer na Igreja Batista em Campo Grande. Voltando a falar sobre nossa visão missionária, na década de 1960 demos mais alguns passos para a expansão do Reino de Deus aqui em Recife. Em 07 de junho de 1963 transformamos nossa então congregação no bairro do Pina em uma igreja e em 13 de outubro de 1964 já estávamos discutindo a abertura de uma nova congregação na Cidade dos Órfãos – hoje, Cidade de Deus. Era nossa igreja na liderança do Pastor Severino Cardoso cumprindo o “ide” de Cristo e anunciando o evangelho, não apenas para fazer crescer o número de membros no novo templo, construído em 1964, mas com uma visão de que a mensagem divina deveria ser levada para onde o Espírito Santo lhe desse a direção. A frase predileta do Pastor Cardoso, quando chegava a alguma cidade e alguém lhe perguntava o que viria fazer naquele lugar, era: “Vim povoar os Céus!” O Pastor Severino Cardoso foi a pessoa que por mais tempo esteve na liderança das funções eclesiásticas em nossa igreja, isto é, 24 anos(22/04/1955 a 24/02/1979).
No início da década de 1970 lançou as bases e construiu um novo Templo para a Igreja. Ele marcou época no ministério batista de Pernambuco.
Cumprindo o mandamento bíblico onde o Senhor Jesus Cristo manda-nos honrar a quem honra seus mandamentos, a missão campograndense decidiu em 15 de outubro de 1978 conferir a Severino Cardoso da Silva o título de Pastor Emérito de nossa igreja, ato que foi apoiado deforma unânime por toda a congregação que o reconheceu, dentre outros motivos, por ser uma pessoa de visão missionária.
Em entrevista com o Pastor Miquéias da Paz Barreto – Pastor Presidente da Igreja Batista da Concórdia, Recife – PE, o qual em sua juventude teve a oportunidade de servir a Deus junto com o Pastor Cardoso, percebemos que a igreja realmente tinha motivos para homenagear nosso líder emérito. Pastor Miquéias nos relatou que já tivera a oportunidade de viajar por várias partes do mundo, mas nunca tinha visto alguém com a facilidade de transmitir a Palavra de Deus como Severino Cardoso. Era um servo de Cristo autêntico, que deixou sua marca em nossas vidas e que um dia teremos o prazer de nos encontrarmos no Céu.
O Pastor Cardoso também pastoreou, concomitantemente à Campo Grande, as Igrejas: Primeira Igreja Batista do Arruda e Segunda Igreja Batista de Casa Amarela, ambas em Recife – PE, Betel em Jaboatão e a Brasileira, na cidade de Moreno – PE.
Mas, como nada nesse mundo é para sempre, o Pastor Cardoso percebe que sua missão em nossa igreja estava chegando ao fim. Guiado pelo Espírito Santo fez a indicação aos irmãos do próximo líder que deveria ocupar as funções eclesiásticas em nossa comunidade. Sendo submissa à vontade divina e atendendo ao pedido do então guia espiritual, a Igreja Batista em Campo Grande, em sessão realizada no dia 12 de novembro de 1978, aprovou o nome de Saulo Pereira Borges como seu novo pastor, o qual recebeu a presidência da igreja das mãos do Pr. Cardoso, em 24 de fevereiro 1979.
Durante os anos em que esteve à frente de nossa igreja, o Pastor Saulo Borges deu ênfase aos trabalhos sociais como forma de alcançar pessoas para Cristo. Seguindo a tradição do protestantismo histórico – que busca não apenas a regeneração espiritual, mas também a regeneração material dos indivíduos – o referido pastor procurou atrair as pessoas para Cristo através do investimento na educação e na saúde, sem esquecer, é claro, que isso era um método de anunciar o evangelho.
Já em 15 de junho de 1980, com apenas um ano de pastorado, Saulo Borges, com a aprovação da comunidade, resolveu enviar uma proposta à Secreta- ria de Educação do Estado de Pernambuco para a implantação de uma escola de primeiro grau – atual Pr. Saulo Borges ensino fundamental – nas dependências da igreja.
A proposta foi aprovada e em fevereiro do ano seguinte a escola que recebeu o nome de Poeta Jônatas Braga começou a funcionar – Jônatas Braga foi um grande poeta batista de nosso Estado que deixou suas poesias divinas em O Batista Pernambucano durante boa parte do século XX.
Sentindo-se no dever de também investir na saúde física das pessoas, o Pastor Saulo faz uma proposta à igreja, no ano de 1983, para que fosse instalado um posto médico em nossas dependências, o que por motivos superiores não chegou a ser executado.
Mas, como Deus teria colocado o referido pastor em nossa comunidade para trabalhar também com obras sociais, Ele mesmo se encarregou de plantar de forma mais incisiva no coração do Seu servo o desejo de cuidar das crianças da comunidade.
Em 1984, a gerente do Projeto Social da Visão Mundial que funcionava nas dependências da Igreja Batista de Salgadinho, irmã Adineide Nolasco Andrade Dias, veio à nossa igreja e perguntou ao Pr. Saulo se a missão campograndense tinha interesse em assumir o Projeto Social de Salgadinho. De imediato, o pastor comprou a ideia e levou a igreja, junto com a Visão Mundial, a alugar uma casa na Rua Newton Braga no bairro de Sítio Novo – Olinda, PE para que o Projeto funcionasse.
Com o crescimento do trabalho social, o Pr. Saulo e a gerente do projeto, irmã Adineide, que a essa altura já estava frequentando nossa igreja, propõem à igreja a compra e construção de um local próprio para funcionamento do Centro Social, o que de imediato foi aprovado por todos. Pouco tempo depois, com recursos financeiros da igreja, Visão Mundial e LBA – Legião Brasileira de Assistência, o terreno foi comprado.
Três anos depois, no dia 15 de novembro de 1987, os irmãos são informados que a construção do novo centro social tinha sido iniciada. O centro foi inaugurado em 16 de julho de 1988 com o nome de Creche Pastor Cardoso, abençoando a vida de centenas de famílias, inclusive a de um dos historiadores que escreveu o presente texto, Paulo Julião da Silva.
Com o pedido de exoneração do Pr. Saulo Borges no final dos anos 80 ele indicou para ser seu sucessor o seu pastor adjunto, Pr. Edmilson Ribeiro da Silva. Assim, em 26 de maio de 1991 o Pr. Edmilson é convidado para ser pastor efetivo da Igreja.
Na sessão do dia 16 de junho de 1993 o Pr. Edmilson expõe à igreja que necessita de um seminarista para trabalhar na área de evangelismo e integração. Diante dessa necessidade, sob a orientação e direção do Espírito Santo, a irmã Adineide Nolasco Andrade Dias, que à época já era líder na igreja, apresenta ao Pr. Edmilson o nome do Seminarista Francisco Dias da Silva Filho para ocupar as funções à frente do Departamento de Evangelismo e Integração, o que foi acatado pelo pastor e comunicado à Igreja que teria um novo seminarista, na sessão do dia 21 de julho de 1991.
O jovem Francisco Dias, quando ainda era criança, deu os primeiros passos na vida cristã, tendo entregado sua vida nas mãos de Cristo aos nove anos de idade, através da mensagem pregada pelo Professor Rubens Barros, que hoje já está na glória do Pai. Francisco Dias foi batizado em 21 de novembro de 1976 no Templo da Primeira Igreja Batista de Beberibe – Recife, PE, pelo seu pastor, João Virgílio Ramos André.
Desde criança, Francisco aprendeu a amar o ministério que hoje exerce. Com apenas 12 anos de idade sentiu o desejo vindo do Espírito Santo de anunciar o evangelho e, com a ajuda de seu pai, Diácono Francisco Dias (in memoriam), preparou e proferiu seu primeiro sermão numa quinta feira à noite do ano de 1979. O local foi à casa do irmão Ivanildo, no bairro da Linha do Tiro. Logo após, aos 15 anos, realizou sua primeira série de conferências como pregador evangelista no templo da Primeira Igreja Batista de Campina Grande – PB e também pregou em sua primeira concentração evangelística na Praça do Açude Novo naquela cidade. Era o início da grande obra que Deus tinha para realizar em sua vida e chegar até nós na missão campograndense!
Seu contato com a Igreja Batista em Campo Grande não se deu apenas no momento do convite do Pr. Edmilson Ribeiro. Sua história com Campo Grande vem de longas datas; ainda em sua adolescência. Já no ano de 1986 ele foi convidado pelo irmão Silvano Barros, hoje pastor na cidade de João Pessoa – PB, para falar sobre combate às drogas para os alunos da Escola Poeta Jônatas Braga que funcionava nas dependências da Igreja.
Em 1987, Francisco Dias foi convidado para pregar e cantar num culto de evangelismo na casa da irmã Balbina Linhares, membro da missão campograndense. E em 1988, o então Pastor da Igreja, Pr. Saulo Borges, conhecedor do dom musical de Francisco Dias, o convidou para gravar uma das faixas no LP Louvores Nota 10, disco que, com suas vendas, ajudara nos projetos sociais e no sustento da Creche Pastor Cardoso. Durante seu primeiro ano como Seminarista, Francisco Dias fez um grande trabalho de evangelismo realizando logo de início uma visita a mais de 1000 pessoas da comunidade, apoiado pelos jovens e adolescentes da época, no sentido de mapear os principais pontos a serem atingidos com o evangelismo da igreja. Esse belo trabalho fez com que outras igrejas tivessem interesse no Seminarista.
Diante dessa realidade, em 1992 ele foi convidado pela Comissão de Sucessão Pastoral da Igreja Batista de Linha do Tiro, Recife – PE, através do Vice-Moderador daquela Igreja, Diácono Manoel Cosmo, no desejo daquela igreja de solicitar e realizar seu concílio para torná-lo Pastor Presidente. Nesse ínterim, o Corpo Diaconal da missão campograndense, por sugestão da Diaconisa Maria Anunciada, conversou com o Pr. Edmilson Ribeiro para que fosse feito o convite ao Seminarista Francisco Dias de ser ordenado na missão campograndense e não em Linha do Tiro, o que foi proposto ao Seminarista.
Toda essa situação mexeu muito com o coração do seminarista e o mesmo pediu tempo às duas igrejas para orar e ouvir a voz de Deus. Não demorou muito e o Espírito Santo confirmou no coração do Seminarista que ele deveria desenvolver seu ministério como Pastor Adjunto da Igreja Batista em Campo Grande. Tendo tomado essa decisão e comunicado à Igreja de Linha do Tiro, foi feita uma sessão do dia 20 de setembro de 1992 e o Pr. Edmilson Ribeiro propôs que a igreja convocasse um Concílio Examinatório de Pastores para avaliar o Seminarista Francisco Dias, com vista ao pastorado adjunto da igreja, o que foi aprovado por todos.
A igreja convocou um Concílio de Pastores junto à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Secção Pernambuco e o Seminarista Francisco Dias foi examinado e aprovado na tarde do sábado de 17 de outubro de 1992 na presença de 27 pastores. O examinador do Concílio foi o Pastor e Professor Dr. Jilton Moraes Castro, professor do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. A consagração se deu em 31 de outubro de 1993 num culto festivo abençoado por Deus e com a ilustre presença do Espírito Santo. Essa data é muito marcante para o Pr. Francisco Dias, já que foi nessa mesma data que, em 1517, teve início a Reforma Protestante e também nasceu, em 2002, sua primeira filha Maria Luísa.
Curiosamente, a primeira pessoa batizada pelo Pastor Francisco foi a jovem ovelha, Renata Danielle Santos Luna, que quatro anos mais tarde se tornaria Renata Dias, ao casar-se com o responsável pelo seu batismo.
Mas, como tudo na vida de quem deseja servir a Deus não se resume a festas e momentos de alegria, o ministério do Pastor Francisco, desde o início, foi bombardeado de dificuldades. O trabalho que crescera com seu dom evangelístico e as palestras que dava na comunidade e nas escolas passou a gerar ciúmes e contestações. Diante da situação, pedindo a direção do Espírito Santo, o Pastor Francisco em março de 1993 resolve entregar uma carta pedindo sua exoneração e afastamento do cargo de Pastor Adjunto da Igreja.
Nesse período a nossa comunidade passou por várias crises de âmbito espiritual e material. Mas como os fiéis confiavam em Cristo para resolução das tribulações, com muita oração e dedicação na Casa do Senhor superaram todos os obstáculos. Aprouve a Deus que igreja e pastor vivenciassem aqueles momentos para que ambos crescessem e aprendessem a depender de Deus.
Assim, em 21 de março de 1993, no mesmo dia em que foi lido o pedido de exoneração e afastamento do Pastor Francisco Dias, o Pr. Edmilson Ribeiro também lê uma carta com sua solicitação de afastamento como pastor efetivo da igreja. Dali por diante, a crise só aumentou e em 18 de abril de 1993 ocorre à exoneração do Pr. Edmilson Ribeiro.
Diante da situação, a Igreja resolveu convidar um Pastor Interino para acompanhar a igreja nesses momentos difíceis e de 23 de maio de 1993 a 11 de julho de 1993 o Pr. Wagner Tenório, então pastor da Igreja Batista de Cajueiro, Recife – PE, assumiu o pastorado interino da igreja e foi usado por Deus para que a missão campograndense ouvisse a voz de Deus. Considerando que o trabalho que havia sido convocado a fazer junto à igreja havia encerrado, o Pr. Wagner deixa a interinidade e no dia 08 de agosto de 1983 a igreja elege o irmão Antônio Rafael de Almeida como moderador.
A primeira medida do moderador foi convocar a igreja para eleger uma Comissão de Sucessão Pastoral. Aquele foi um período de amadurecimento e crescimento espiritual para toda a Igreja.
Percebendo que Deus de fato tinha escolhido o seu servo Francisco Dias para liderar nossa comunidade, a igreja, através da Comissão de Sucessão Pastoral, resolveu convidá-lo para pregar no culto da passagem de ano de 1993 para 1994 e naquele dia todos os presentes sentiram que Deus desejava o retorno do Pr. Francisco Dias. Deste modo, no dia 9 de janeiro de 1994 o irmão Albérico Souza de Santana Filho, representando a Comissão de Sucessão Pastoral, apresenta à Assembleia o nome do Pr. Francisco Dias para ser Pastor Interino da Igreja.
Em 30 de janeiro de 1994, com 90% dos votos dos membros presentes à Assembleia, Francisco Dias da Silva Filho se torna Pastor Interino da Igreja.
Em 12 de maio de 1994 o Pastor Francisco Dias, na qualidade de Pastor Interino da Igreja, passa por um dos momentos mais tristes: realizar a cerimônia fúnebre e sepultar um dos grandes incentivadores de seu pastorado em Campo Grande, o Pastor Severino Cardoso da Silva. O Pastor Cardoso fazia questão de vir à Igreja todas as manhãs de domingo para ouvir o Pastor Francisco Dias a quem chama de o “fogoso”, referindo-se ao jeito alegre e ousado com que o Pastor Francisco pregava nos sermões.
No dia 16 de junho de 1994, às 20h, o Pastor Francisco deixa de ser pastor interino e é aprovado em sessão realizada na Igreja Batista em Campo Grande como Pastor Presidente da mesma. Três dias depois, em 19 de junho de 1994 ele preside a primeira Assembleia Administrativa da igreja, já como pastor efetivo e presidente da igreja até os dias atuais.
Como Pastor Presidente, a missão do Pr. Francisco não foi fácil. Como citamos anteriormente, nas dependências de nosso prédio funcionava uma escola de 1º grau, que tinha boas intenções para a nossa comunidade, como a de servir na formação de cidadãos em nosso bairro. Porém, a comunidade escolar depredava o espaço que lhe era concedido. Banheiros eram depredados, paredes riscadas, o uso de drogas nas dependências da Igreja já era grande e a situação começou a ficar insuportável.
Com a direção de Deus e o apoio da missão campograndense, o Pastor Francisco Dias passou a dialogar junto à Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, para que a mesma providenciasse um novo prédio onde funcionaria a escola.
Em sua visão, esse novo local ajudaria a comunidade de duas formas: primeiro, teriam um espaço mais adequado para o funcionamento de uma unidade escolar; e segundo, abriria mais espaços para que a igreja pudesse trabalhar pela vida espiritual dos seus membros e da comunidade como um todo.
Depois de muitas idas e vindas à Secretaria de Educação, a partir de fevereiro de 1997 foi encontrado um novo local e a Escola Poeta Jônatas Braga passou a funcionar na Rua São Caetano, Campo Grande, Recife – PE, onde permanece até os dias atuais, abençoando a centenas de jovens de nossa comunidade.
Um novo tempo
Com o prédio depredado, porém à disposição da igreja, Deus inquietou o coração do Pr. Francisco para que ele reformasse o prédio, ampliasse o templo, fizesse berçário, banheiros e ajustes nas salas de aula. Mas, como fazer uma ampliação numa comunidade com escassos recursos? O Diácono Laércio Guedes, entendendo a real motivação pastoral exclamou numa sessão: “A igreja não tem dinheiro, mas é movida por fé, e eu quero ser o primeiro a apoiar o pastor e ajudar financeiramente na reforma”. E foi o que aconteceu: com fé, em tempo recorde – apenas quatro meses – o templo foi ampliado e inaugurado em novembro de 1997 para honra e glória do Senhor Jesus. No início da obra, a igreja só dispunha de R$ 350,00 e assinou um contrato com a construtora para pagar a quantia de mais de R$ 23.000,00 em apenas quatro meses e Deus supriu todas as necessidades.
Em suas funções como líder, o Pr. Francisco Dias sempre foi ousado e resolveu quebrar alguns paradigmas históricos. Dentre eles, a consagração de uma mulher ao pastorado batista.
Por três anos, de 1998 a 2001, o Pr. Francisco, concomitantemente à presidência de nossa igreja, assumiu a liderança da 1ª Igreja Batista no Arquipélago de Fernando de Noronha – PE, realizando um trabalho de resgate de vidas para Cristo naquele local. Vendo a necessidade de recomendar alguém para assumir aquele ministério de forma integral, uma vez que só tinha condições de ir à ilha uma semana por mês, pediu ao Espírito Santo uma pessoa dedicada na obra de Deus para que assumisse seu lugar ali naquela igreja.
Como resposta das orações Deus lhe deu autorização, juntamente com a liderança da 1ª. Igreja Batista de Fernando Noronha, através do vice-moderador, irmão José Maurício, e demais membros para consagrar ao pastorado batista a Bacharel em Teologia Eridinaide Alves da Cunha e Silva no dia 24 de março de 2001, passando a ser a primeira pastora batista do estado de Pernambuco.
Essa atitude legou ao Pr. Francisco muitas perseguições fora das dependências de nossa igreja. Vários líderes e Instituições ligadas à denominação naquela época resolveram bombardear o pastor com acusações funestas, sem plausibilidade, que em diversas ocasiões fez o pastor pensar até em desistir de seu ministério. Porém, a missão campograndense sempre esteve do seu lado, pois Deus não escolhe pessoas que se acham capacitadas, mas capacita a quem Ele escolhe.
Por sua vez, o trabalho na missão campograndense a cada dia ia sendo acrescentado por Deus, aumentando a quantidade de pessoas que aceitavam a Jesus Cristo, gerando inclusive controvérsias. Diante do número de conversões que acontecia, um dos membros da igrejas e dirigiu ao nosso líder para que ele não fizesse mais apelo, não cumprindo assim a missão de resgatar vidas do reino das trevas para o convívio com a Luz Divina. Como argumento, dizia que a igreja não tinha condições de receber tantas pessoas que estavam chegando, oque poderia gerar um caos.
Percebendo que esse tipo de atitude não provinha da vontade de Deus, o Pr. Francisco levou a igreja a orar no sentido de Deus lhe dar respostas sobre o que fazer para acomodar e cuidar de tantas pessoas.
Assim, a liderança da Igreja solicita ao Pr. Francisco que apresente à Igreja, no auditório do Teatro Ribeira no Centro de Convenções de Pernambuco, de 17 a 18 de agosto de 2001, um Seminário, no sentido de mostrar à igreja qual o caminho a ser percorrido a partir de então. 178 membros estiveram presentes a esse Seminário.
Sem perder tempo Deus, em sua soberania, dá ordens ao Seu servo para que, junto com a liderança e Igreja, não apenas apresentasse o Seminário proposto, mas também um planejamento estratégico para o futuro da igreja e criasse um Pacto de Membresia, servindo como Regimento Interno da igreja para que a partir dali começasse uma nova fase na missão campograndense.
O inimigo mais uma vez tentou agir contra a vontade de Deus. Tanto que só em novembro de 2001, mês da assinatura do Pacto de Membresia, algo que fora aprovado em sessão administrativa pela maioria absoluta dos membros, cerca de 80 pessoas resolveram pedir desligamento do rol de membros, pois não concordavam com a direção dada pelo Espírito Santo ao Pr. Francisco e demais líderes.
Na ocasião, muitos líderes ficaram preocupados, uma vez que a saída de tantas pessoas poderia afetar diretamente o orçamento da igreja que já era pequeno para suprir tantas necessidades, uma vez que o mesmo girava em torno de R$ 3.500,00. Temia-se um caos financeiro em nossa comunidade.
Só que as pessoas às vezes se esquecem de que quem plantou a Igreja Batista em Campo Grande foi o próprio Deus. Em sua Palavra Ele nos ensina que NUNCA vai deixar um justo sequer desamparado, muito menos a sua igreja que Ele tem como menina de Seus olhos.
No mês seguinte à saída daqueles membros que não concordaram com o Pacto de Membresia, um milagre aconteceu: a arrecadação da igreja dobrou, e só vem aumentando até os nossos dias, como prova de que quando a igreja se coloca-se na dependência de Deus, Ele supre toda e qualquer dificuldade.
Logo a seguir, o número de pessoas que iam sendo salvas também crescia a cada dia, a ponto das pessoas se acomodarem nas laterais do nosso templo para assistirem aos cultos, o que incomodava, e muito, o coração de nosso guia espiritual e o mesmo sentiu o desejo de fazer um novo templo.
Foi assim que em 16 de junho de 2003 em um culto bastante festivo, foi lançada a Pedra Fundamental do novo templo.
Em 15 de setembro de 2003 teve início a construção. Vale lembrar que nessa época também compramos um terreno de dois hectares na cidade de Igarassu – PE para ser construído um centro de vivência da família campograndense.
Novamente, diante do crescimento da igreja e da visão expansionista, pessoas que não estavam ligadas no que Deus planejava para nossa igreja passaram a fazer oposição aos projetos divinos. Essa turbulência não se dava apenas a respeito de um novo prédio, mas também em relação a palmas nos cultos, grupos de coreografias e a maneira contemporânea das pregações do Pastor Francisco Dias, bem como seu jeito de buscar a unidade da igreja através de acampamentos e Retiros anuais.
Quanto aos acampamentos, um em específico é de grande importância nos determos, pois marcou profundamente a história de nossa igreja. Sentindo que o inimigo tentaria a todo custo dividir a missão campograndense, agora que essa estava construindo um novo templo, o Pr. Francisco pediu a todos os membros que participassem de nosso retiro espiritual anual para que Deus quebrantasse nossos corações, no sentido de entender seu propósito para nossas vidas.
Pelo que nos lembramos, aquele foi um retiro que, em todos os aspectos, sentimos a presença de Deus. Nas diversas formas de lazer, nos cultos, nas brincadeiras, e em reuniões que fazíamos sem ao menos fazerem parte da programação, o poder de Deus era manifestado. Grandes foram as bênçãos recebidas por todos aqueles que resolveram participar daquele evento. Mas, nem todos entenderam que o objetivo maior era de termos um só acampamento na igreja e vivermos em unidade de propósitos.
Assim, um grupo que já havia feito um acampamento paralelo ao da igreja um ano antes, resolveu mais uma vez ir de encontro ao pré-estabelecido pela Assembleia Geral da igreja e liderança espiritual, realizando outro acampamento paralelo. Talvez o ocorrido se deu porque o grupo, à época, não percebeu a dimensão e repercussão de terem tomado tal atitude por dois anos consecutivos, acabando por gerar um grande mal estar na igreja.
Diante de tal situação, como no meio do grupo havia líderes, o Pr. Francisco pediu à liderança da igreja, em reunião, que exigisse uma retratação diante da igreja do grupo que havia se insurgido contra a busca de unidade naquele momento tão importante de nossa história.
Mas a maioria dos líderes não achara que tal atitude fosse necessária e desqualificaram a atitude do guia espiritual.
Cabe aqui relembrar que, em junho de 2003, tínhamos feito o culto de lançamento da Pedra Fundamental do templo atual e iniciado sua construção em 15 de setembro do mesmo ano.
Assim, esses acontecimentos abalaram as estruturas emocionais tanto da nossa igreja quanto do seu líder, fazendo com que esse tomasse a decisão, depois de conversar e orar com sua esposa, de entregar à igreja uma carta pedindo exoneração de suas atividades frente à liderança da nossa comunidade de fé, visto que sentia que a liderança da igreja também já estava dividida e que não lhe era mais possível dirigir uma igreja dividida.
Esse ato se deu no dia 21 de março de 2004. Aquele foi um mês para ser esquecido. Pois durante quase 30 dias o pastor esteve ausente de seus trabalhos eclesiásticos, período que Deus usou para mostrar à igreja e ao próprio Pr. Francisco que a vida dele e o ministério pastoral da Igreja Batista em Campo Grande não pertencem a homens, mas ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Na igreja, o grupo escolhido para dar prosseguimento no caminhar das atividades sentiu no coração em fazer uma Assembleia Extraordinária para tratar da homologação do pedido de exoneração do pastor. Mas Deus não permitiu que a carta fosse homologada. Como o Espírito Santo era quem estava no controle daquela Assembleia que foi dirigida pelo vice-presidentes: Antônio Alexandre Duarte Silva e pelo então Diácono Sérgio Salomão da Silva, (hoje, ambos fizeram Seminário e são pastores auxiliares da Igreja) o pedido de homologação foi posto em votação e, por 144 votos a 14, fora algumas abstenções, o pedido de exoneração feito pelo pastor Francisco à igreja não foi aceito e todos os líderes naquela sessão declinaram seus cargos, solicitando que se fizesse uma carta pedindo ao Pr. Francisco Dias que reconsiderasse sua posição e voltasse para a igreja para criar a diretoria que quisesse e dar prosseguimento ao que Deus havia determinado ao seu coração.
Dessa forma, Deus mostrava à igreja a Sua vontade e o que Ele pretendia com a missão campograndense. Ao Pastor Francisco Dias, Cristo também falou de diversas maneiras. Através de pastores amigos, tais como: Pr. Anthenor Bittencourt, Pr. Ado-nias Freitas, Pr. José Gilcélio, Pr. Paulo Carlos, dentre outros, além dos membros da missão campograndense, familiares, enfim, foram vários momentos que o Senhor proporcionou ao nosso líder para mostrar a sua vontade. Dentre esses momentos, dois o marcaram profundamente.
O primeiro foi quando o então pastor da Igreja Batista da Capunga, Pr. José de Almeida Guimarães, lhe aconselhou dizendo: “relaxe seu jovem coração e deixe Deus concluir o trabalho que Ele começou com você ali naquele lugar. Se for da vontade de Deus que você volte, a Igreja irá se manifestar e não aceitará seu pedido de exoneração”.
O segundo momento foi quando, chegando ao Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, o irmão Sebastião, um homem de 80 anos que o viu crescer brincando pelos pátios do Seminário juntamente com o filho do Pr. Ramos André, o Joãozinho, então lhe disse: “meu filho, eu lhe conheço desde pequeno, eu soube do que aconteceu, volte para aquela igreja e conclua a Obra que Deus tem para você naquele lugar”. Esses mandamentos divinos fizeram com que o Pr. Francisco Dias da Silva Filho retornasse à presidência da Igreja Batista em Campo Grande logo no mês seguinte, até os nossos dias.
Com seu retorno, o Pastor manteve a liderança que assim desejou trabalhar em unidade, a construção do novo templo foi retomada e algumas coisas maravilhosas começaram a acontecer durante esse período da construção que valem a pena serem ressaltadas, tais como: antes mesmo da retomada da construção, o desenhista que havia sido contratado pela igreja para fazer as plantas arquitetônicas do prédio, conforme o sonho que Deus deu ao Pr. Francisco Dias abandonou a obra. Dali por diante, Deus usou um jovem membro da Igreja, Eduardo Lins, que na época era formado em matemática e técnico em edificações, e também a irmã Ana Elizabeth que estudava arquitetura para ajudarem a Igreja e o pastor, confeccionando todas as plantas arquitetônicas que Deus ia definindo através de sonhos para o Pr. Francisco Dias.
Mas faltava algo: a presença de um Engenheiro Civil para que assinasse a obra. Foi aí que mais uma vez Deus fez algo extraordinário. Numa bela tarde de sábado, quando o coral da igreja estava ensaiando, um Engenheiro Civil que estava esperando no carro sua esposa que havia ido numa loja de aluguel de roupas que fica próxima à igreja, ouviu as músicas que estavam sendo ensaiadas pelo coral da igreja.
Ao se aproximar da janela do templo para ver os que estavam cantando deu de frente com a perspectiva do templo que estava afixada na parede e que havia sido feito pelo irmão Antônio Alexandre Duarte Silva e pelo Pr. Francisco Dias. De imediato aquele Engenheiro perguntou aos que estavam ensaiando: “quem é o engenheiro responsável pela obra” ao que lhe responderam: “ainda não temos; estamos orando a Deus por um, porque é muito caro”.
Imediatamente aquele homem disse: “diga ao pastor da igreja que agora vocês já tem um Engenheiro. Eu vou assinar as plantas gratuitamente e acompanhar a obra desta igreja até o fim”. O nome desse homem: Dr. Fernando Guimarães – Engenheiro Civil. Por providência divina, ele trabalhava no escritório do Dr. Cláudio Mota, engenheiro calculista que havia sido contratado pela igreja para fazer o cálculo estrutural da igreja e que Dr. Fernando não sabia. Isso não foi coincidência, mas providência de Deus.
Dali por diante, Deus foi realizando dia-a-dia vários milagres através de inúmeras pessoas. Para ter uma ideia, logo no início da obra, a igreja recebeu da empresa CIMPOR a quantidade de 50 sacos de cimento para ajudar na concretagem da base do Templo. Ajuda essa que veio por intermediação da irmã Laudicéia, membro de outra Igreja. E, para concluir a base do templo, Deus usou o jovem Eduardo Lins para que o mesmo conversasse com seus amigos, Engº Fábio Patrício, Engº Otávio Carvalho e a Engª Carla Dantas, todos do grupo Votorantim Cimentos, para que eles viabilizassem uma ajuda à obra.
A surpresa foi muito grande. Poucos dias depois desse contato e da visita de um desses engenheiros à obra, recebemos a doação de uma carreta com 200 sacos de cimento do Grupo Votorantim. Durante toda a obra, a Construtora Queiroz Galvão, através do irmão Eduardo Lins que trabalhava lá e do Engº Marcos Miguel Russo, nos apoiou doando todas as Xerox das plantas de obra e o acompanhamento do processo.
Mas as doações não pararam por aí: da empresa Weber Quartzolite (Grupo Saint- -Gobain), através da Engª Milena Borges, recebemos a doação de toda argamassa que precisávamos; das tintas Coral do Nordeste, através da Engª Ana Regina Cavalcanti, recebemos todas as tintas para a pintura interna do templo; da Construtora Norberto Odebrecht, através da Engª Ana Carolina Pedrosa recebemos toda parte de cerâmica que foi utilizada no batistério, cascata e em diversas áreas da igreja; da Pedreira Guarany, através do Engº João Afonso, recebemos a doação e perfuração das três grandes rochas que estão na fonte que fica na parte externa da igreja; e a CBA – Cia. Brasileira de Alumínio doou todas as telhas do Salão de Festas que fica em cima do Templo, da DataCont recebemos várias ajudas financeiras.
Além de todas essas doações, tivemos ainda o favorecimento de preços bastante diferenciados durante toda obra das seguintes empresas: Armazém Rumar (através de Sr. Olívio e Sra. Ana), Armazém Riva (através do Sr. Riva), Cerâmica Elizabeth, Acinol, Supermix, Albino Silva, Guerdau, Imel, Aço Mais e Agroflora Carinjó.
Mas, mesmo com essas ajudas e o esforço de todos os membros e congregados da Igreja, como estamos ressaltando, desde o início da escrita deste texto, nada do que nos propomos a fazer para Deus se realiza com facilidade.
Durante boa parte do ano de 2006 e 2007, nossa construção andou a passos lentos, pois faltavam os recursos necessários à conclusão da obra. A igreja já tinha levantado durante setembro de 2003 a janeiro de 2007, através de bazares, venda de almoços, brindes e doações dos irmãos, mais de R$ 360.000,00. Mas faltava a parte elétrica, luminárias, todo o reboco interno e parte do externo, piso, forro do teto, painel de vidro frontal, torre. gradil externo e todos os demais acabamentos e detalhes arquitetônicos.
Mas, novos milagres ainda estavam por vir.
Em fevereiro de 2007 nosso pastor esteve numa viagem missionária em Boa Vista, Roraima e na Venezuela. Nessa viagem Deus começou a mostrar ao pastor Francisco que faria um novo milagre na vida dele e da nossa igreja.
Contra a previsão do maior dos otimistas, ao retornar da viagem o Pr. Francisco revela à liderança que Deus teria lhe ordenado a concluir o templo da igreja em 120 dias. Aos olhos humanos, esse seria um trabalho que se fosse feito às pressas, precisaria de no mínimo mais doze meses de construção para ser concluído, além da disponibilidade de todos os recursos financeiros, o que não era o nosso caso. Não tínhamos mais nenhum recurso.
Mas Deus novamente mostrou seu poder. Depois de uma semana de oração, a liderança da igreja resolveu apoiar a proposta do seu líder e a contar 120 dias para inaugurar o templo, a partir do dia 25 de março, reiniciando, pela fé, as obras da construção do novo templo da igreja.
Porém, como concluir um empreendimento que necessitaria de tantos recursos e em tão pouco tempo se nossa igreja não os tinha? Foi aí que aprendemos a viver literalmente no invisível poder de Deus. Através da oração de todos aqueles que abraçaram o projeto, os recursos foram chegando.
Um dos maiores milagres nesse período se deu no dia 13 de abril de 2007, quando o Pr. Francisco foi acordado durante a madrugada por Deus que lhe mandou que enviasse um e-mail para o presidente da Indústria Farmacêutica HEBRON pedindo-lhe ajuda. E, como servo de Deus, o Presbítero Josimar Henrique da Silva (Presidente da HEBRON), ouvindo a voz de Deus, reuniu sua equipe no dia 4 de maio de 2007 e decidiram doar a quantia de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para ajudar na conclusão da obra.
Contudo, não foi só através da HEBRON que nesse período dos 120 dias finais da obra nossa construção foi abençoada. Até mesmo pessoas não evangélicas foram levantadas diariamente para vir fazer doações. Outras pagaram votos a Deus que tinham feito há anos, através de doações financeiras para nossa empreitada. Todos foram tocados pelo Espírito Santo para nos ajudar. E é claro, a igreja também se empenhou. E muito!
Vários irmãos que nunca tinham pegado em uma colher de pedreiro se tornaram ajudantes de pedreiro. E o melhor, durante a obra houve reconciliação de inúmeras pessoas e muitas vidas foram salvas. Vários membros combinaram férias e se dedicaram ao trabalho do Senhor; e muitos dos que eram letrados, estudantes de altos níveis, que nunca tinham trabalhado de forma tão pesada, se transformaram em simples servos, que apenas ouvindo a voz de Deus cumpriram sua vontade naqueles dias.
Paralelamente às despesas da construção, nossa igreja também convidou e ajudou financeiramente para atuar como líder da juventude o Pr. Paulo Carlos da Silva, que esteve por dois anos em nosso convívio e fez um maravilhoso trabalho junto à juventude. Como Educadora Religiosa foi convidada a irmã Helga Lindoso Alves Jamil Pantaleão, que também fez um excelente trabalho nessa área, mas hoje, tanto ela quanto o Pr. Paulo Carlos já não estão mais trabalhando conosco.
Também convidamos o ministro de música Marcelino José Monte Silva, que até hoje exerce essa função em nossa igreja de maneira extraordinária.
Voltando à nossa construção, pela graça divina, inauguramos o Templo na data marcada: às 18h do dia 22 de julho de 2007.
Vale lembrar que a pintura do templo, o revestimento da plataforma, o gesso do teto e as luminárias, a montagem das cadeiras, as pedras da fonte e conclusão da torre, não estavam prontas até um dia antes da inauguração. Mas, no dia, tudo estava pronto, o milagre havia sido completado.
Foi tudo realmente uma bênção de Deus em nossas vidas; e, mesmo após termos acabado a construção do templo, a empresa CBA – Companhia Brasileira de Alumínio nos doou todas as telhas de alumínio para cobrir o salão de festa que foi construído em cima do templo. Tudo isso foi fruto de oração.
Atualmente, até as pessoas que saíram da Igreja na sessão de 2004 por não entenderem à época tudo o que Deus estava realizando na missão campograndense, hoje já voltaram a ter uma boa relação tanto com nosso pastor como com o restante da Igreja.
A razão dessa reconciliação é simples: assim como na Bíblia, Paulo e Barnabé, servos e apóstolos do Senhor, enfrentaram divergências e tiveram que se separar por um tempo para que a Obra do Senhor crescesse, Ele também permitiu isso em nossa história. Pois todos somos filhos do mesmo Deus e Pai que intercede por nós. Aquilo que nos une (JESUS) é maior do que o que nos separa! Por tudo isso é que nossa igreja tem crescido a cada dia e tem sido muito abençoada por Deus. Da mesma forma, passados todos os conflitos e vivendo dias de paz, nosso pastor também conseguiu realizar sonhos pessoais, tais como: sua formação em psicologia, sua licenciatura e mestrado em psicologia da família, aquisição de sua casa própria e atualmente é o Primeiro Vice-Presidente da Convenção Batista de Pernambuco até 2015.
Atualmente, como igreja possuímos uma linda Congregação que já vai se tornar Igreja, na cidade de Jaboatão dos Guararapes – PE dirigida pelo excelente Pastor José Gilcélio e seu Auxiliar Audênio. Hoje, a Congregação já tem prédio próprio e já abriu uma Congregação filha.
Ainda como investimento na Obra Missionária, formamos pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil – STBNB, três novos pastores: : Pr. Antônio Alexandre Duarte Silva, Pr. Manoel Geraldo da Silva Júnior e Pr. Sérgio Salomão da Silva. Temos também atualmente os seguintes Seminaristas com bolsa integral: Rômulo Anderson Matias Ferreira, Éverton Silva Bonner, Tardelli Cunha, Suzana Bezerra e Josildo Lopes, todos matriculados no STBNB.
Também, no âmbito denominacional, contribuímos financeiramente com o Plano Cooperativo, Plano de Adoção Missionária, ofertas de missões (CBPE, JMN e JMM), Hospital Evangélico de Pernambuco, Desafio Jovem do Recife, além de inúmeras outras frentes missionárias e pastores necessitados. Recentemente enviamos mais de vinte mil reais para ajuda na construção de escola na Guiné Equatorial.
Além da liderança do Pr. Francisco Dias da Silva Filho, a Igreja Batista em Campo Grande contou também com o apoio do Pr. Ronaldo Robson como Pastor Adjunto, atualmente, apenas membro do Colegiado. O Pr. Robson, como nós o chamamos, chegou a nossa igreja em meados de 2004, ainda como seminarista. Sentindo que era propósito do Espírito Santo de se tornar membro de nossa comunidade, orou a Deus junto com sua esposa, irmã Márcia Karina, para que Ele confirmasse esse desejo em seu coração.
Ainda como seminarista, por autorização do Pr. Francisco e em consonância com a liderança da missão campograndense, realizou seu primeiro batismo. Esteve à frente do Ministério de Integração e Discipulado e fez um excelente trabalho, sendo responsável pelo discipulado de mais de cem pessoas. Também passou um ano à frente do ministério da juventude. Desde dezembro de 2010 deixou o pastorado adjunto e se dedica hoje a seu doutorado e ao ensino no STBNB.
A pedido do pastor Francisco Dias, registramos seu agradecimento a todos os líderes que têm marcado a história da Igreja Batista em Campo Grande, tanto os do passado quanto os do presente. O mesmo afirma que para não cometer o equívoco de esquecer o nome de todos esses líderes, deseja representar a todos através da diaconisa Mirian Alexandre da Silva que tem sido um baluarte no Reino de Deus, em especial na missão campograndense. A missão campograndense não pretende parar por aqui porque acredita que ainda há muitos sonhos e projetos de Deus a serem realizados. Um desses sonhos foi realizado em 25 novembro de 2010 através da doação de mais R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) da HEBRON ASEEC, para compra de todos os instrumentos musicais para formação da Orquestra Filarmônica Cristã de Pernambuco. Um sonho antigo, acalentado no coração do Pr. Francisco Dias e do Ministro de Música Marcelino Monte.
Como projeto base da Orquestra Marcelino, apoiado por sua esposa, irmã Fernanda Monte, e uma grande equipe de professores e dinamizadores, tem realizado, semanalmente, um projeto de musicalização infantil com 170 crianças nas dependências da igreja.
Hoje, contamos com mais de 400 famílias e um número significativo de congregados, além dos que, dominicalmente, o Senhor e Salvador Jesus Cristo tem acrescentado em nosso meio (Atos 2.47).
É por tudo isso que em 25 de novembro de 2010, sob a liderança da irmã Renata Dias, Relatora da Comissão dos 80 anos e seus pares de Comissão, a Presidência do Pastor Francisco Dias e o apoio do então Pastor Adjunto Ronaldo Robson, do grande trabalho do Ministro de Música Marcelino Monte, todo o Corpo Diaconal, Comissão de Finanças e toda a Liderança e Membresia da IBCG, foi prestado a Deus um grande culto de gratidão a Deus, por ocasião dos 80 anos da Igreja em 25 de Novembro de 2010 no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco, tendo como Orador Oficial o Pr. Eli Fernandes de Oliveira, Pastor Titular da Igreja Batista da Liberdade em São Paulo e confeccionado 1000 Bíblias personalizadas pela Sociedade Bíblica do Brasil com um encarte em papel couchê e em policromia, contendo fotos ao lado do histórico.
Que tudo o que vivemos até hoje seja apenas mais um passo em direção ao foco principal que é o de trazer pessoas descrentes e sem esperança ao encontro de Jesus e torná-las membros de Sua família, para um dia irmos morar no Céu com Deus Pai, Filho e a maravilhosa e inseparável presença do Espírito Santo. Amém!
Fontes Primárias: Fotografias e Boletins dos 80 anos da História da IBCG; Livro de atas da Igreja Batista em Campo Grande das Décadas de 1950 a 1970 e do ano de 1997 a 2010;Periódico: O Batista Pernambucano: Junho de 1934; Agosto de 1934; Maio de 1935; Março de 1937.Entrevistas:Alice Alves Mangueira. Entrevista concedida a José Fábio na residência da entrevistada em 18 de agosto de 2010. Diaconisa Mirian Alexandre da Silva. Entrevista concedida a Paulo Julião da Silva na residência da entrevistada em 31 de agosto de 2010.Pr. Francisco Dias da Silva Filho. Entrevista concedida a Paulo Julião da Silva na casa do entrevistado em 21 de agosto de 2010.Pr. Miquéias da Paz Barreto. Entrevista concedida a José Fabio na Igreja Batista da Concórdia em 19 de agosto de 2010. Pr. Ronaldo Robinson Luiz. Entrevista concedida a Paulo Julião da Silva na Igreja Batista em Campo Grande em 04 de setembro de 2010. Rivalne Maria de Oliveira Santos. Entrevista concedida a Paulo Julião da Silva na Igreja Batista em Campo Grande em 22 de agosto de 2010.Rivalneide Santos Luna. Entrevista concedida a Paulo Julião da Silvana Igreja Batista em Campo Grande em 22 de agosto de 2010.
Paulo Julião da Silva é Doutorando em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e membro da Igreja Batista em Campo Grande desde 18 de novembro de 2001, data da realização de seu batismo. José Fabio Gomes da Silva é graduando (4º período) em Licenciatura Plena em História pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO), ex-membro da Igreja Batista em Campo Grande.
Edição, diagramação e design: Pr. Antônio Alexandre Duarte Silva (ordenado ao e Pr. Francisco Dias da Silva Filho. Apoio fotográfico para confecção da Bíblia Comemorativa: Poliana da Rocha Silva e Daniel Santos.


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Trazer pessoas descrentes e sem esperança ao encontro de Jesus e desenvolver nelas a maturidade de um discípulo cristão...

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Fundado: Diácono Francisco Gregório (posteriormente foi ordenado e se tornou o primeiro pastor da Igreja), Quitéria Ferreira, Eugênia Ferreira, Artur Carneiro Ferre

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